Prensa obreira

A CNT reclama vagas de português para secundário

A instâncias da associação Docentes de Português na Galiza, a CNT junto com outros sindicatos reclamou hoje perante o Diretor Geral da Educação, Manuel Corredoira, a convocatória de vagas de língua portuguesa nas oposições de 2016.

Ato de entrega

O alunado de língua portuguesa aumentou consideravelmente, passando de 861 no ano 2014 para 1841 em 2015 segundo dados da DPG, uma procura que se impõe como tendência apesar de não estar acompanhada pola provisão de postos de trabalho: o número de vagas de especialistas de português é atualmente ZERO. Representantes da DPG destacam que «estas vagas são cobertas por professorado do centro que conte com horas livres que se possa encarregar de lecionar essa disciplina, facto que não garante a continuidade nos anos posteriores».

O estado atual mostra uma total contradição e desídia por parte do governo do PP do qual não conhecemos nenhum tipo de iniciativa depois da aprovação por unanimidade no parlamento, há quase dous anos, da Lei para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia. Situação que contrasta com a realidade doutras comunidades do estado, como a Extremadura, em que há tempo que a aposta pola língua portuguesa se tornou fulcral.

Esta petição não é nova, visto que há cinco anos foi entregue outra similar para a convocatória de vagas de português como segunda língua e que nunca se chegou a atender.

O sindicato CNT reclama a convocatória de oposições como medida de garantir a estabilidade laboral e a qualidade num ensino que pagamos todas e todos os trabalhadores, assim como o estabelecimento de uma lista de substituições própria de pessoal especialista.

Documento 2016

Documento 2010